Oceano Atlântico,
13 de Julho de 2015
Queridos Amigos e Leitores do Blog,
Hoje mais uma etapa da viagem foi vencida: cruzamos o Meridiano de Greenwich!
Na teoria, esta é apenas mais uma das linhas imaginárias que se estendem de um polo a outro, dividindo a Terra como se ela fosse uma laranja em gomos.
Já na prática, significa que estamos a cada dia mais perto de casa, já no nosso querido Hemisfério Oeste!
Coincidência ou não, o dia hoje amanheceu ensolarado, quase sem nuvens; o mar calmo, parecendo uma piscina e o balaço quase não se sente.
Ótima oportunidade para a realização de testes que requerem uma estabilidade maior do navio.
Então seguimos com um pouquinho de cultura, um pouco da história do Meridiano de Greenwich e sua importância para os navegadores.
Denominado de Primeiro Meridiano, este meridiano passa sobre o
Observatório de Greenwich, nos arredores de Londres, na Inglaterra e divide o
Globo Terrestre em Leste e Oeste. Serve como referência para a medição da
Longitude que, juntamente com a Latitude, formam as coordenadas terrestres. Estas
coordenadas é que indicarão a posição do navegador sobre o globo terrestre.
Mas para o navegador, obter a posição
de sua embarcação nem sempre foi tão fácil assim. Na realidade todas as grandes
navegações que resultaram no descobrimento de terras ao Oeste do Continente Europeu, bem como as rotas para as Índias e Extremo Oriente foram realizadas
sem o conhecimento preciso do seu afastamento na direção Leste x Oeste. Naquela
época, os navegadores tinham a noção apenas de sua Latitude, ou seja, o quanto
estavam afastados da linha do Equador (direção Norte x Sul) por meio da medição
da altura da Estrela Polar quando navegando no hemisfério Norte, ou usando a Constelação do Cruzeiro do Sul, quando navegando ao Sul do Equador.
Após muitos anos de estudo para se
calcular a longitude, que incluiu gente famosa como Isaac Newton, chegou-se à
conclusão que a determinação da Longitude poderia ser feita por meio de um
relógio preciso, comparando-se a posição do Sol com a hora do relógio. Em 1714,
o Parlamento Britânico instituiu um prêmio milionário para que fosse
desenvolvido um relógio que marcasse o tempo
com exatidão, mesmo com a constante movimentação do navio, da variação de
temperatura e umidade nas diferentes latitudes. Tal relógio, denominado
“Cronômetro de Bordo”, foi finalmente desenvolvido em 1764 por um relojoeiro
Inglês. Esta descoberta salvou inúmeras vidas de marinheiros que passaram a ter
maior precisão no seu posicionamento no mar.
Em 1884
foi realizada a Conferência Internacional do Meridiano, em Washington DC, com
a presença de 26 países. Seu parecer final foi a seleção do Meridiano de Greenwich
como a origem da medição das Longitudes. Aos poucos, os demais países foram
aderindo, encerrando este processo com Portugal em 1912.
Voltando para a nossa rotina, o setor homenageado de hoje é o da Mecânica.
Chefiados pelo Supervisor Flávio, essa galera é responsável pela manutenção mecânica de todos os equipamentos utilizados na perfuração, uma série de equipamentos bem robustos e de extrema importância para nossa atividade fim, que é a de buscar o petróleo em águas cada vez mais profundas. São extremamente capacitados, estudiosos e muito competentes. E não se espantem, temos o privilégio de ter uma MecânicA aqui na nossa equipe! Mas isso será assunto para outro post, aguardem!
E assim terminamos mais um dia de navegação, no meio do Oceano Atlântico, rumo ao nosso querido Brasil!
Até o Próximo Post!

Obrigada por fazer nossos dias mais felizes com notícias.
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se não estou enganado a briga com a França foi feia porque queriam que o meridiano passasse por Paris.
ResponderExcluirAi Nathy!!Fala brutinha!!!admiro vc!!Xandy muitas saudades!!
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